quinta-feira, 13 de março de 2008


Há que voar neste tempo, aonde?
Sem asas, sem avião, voar sem dúvidas:
já os passos passaram sem remédio,
não alçaram os pés do passageiro.

Há que voar a cada instante como
as águias as moscas e os dias,
há que vencer os olhos de Saturno
e estabelecer ali novos sinos.

Já não bastam sapatos nem caminhos,
já não servem a terra aos errantes,
já cruzaram a noite as raízes,
e tu aparecerás em outra estrela
determinadamente transitória
por fim em papoula convertida.

Pablo Neruda

quarta-feira, 12 de março de 2008

Renascer, a cada dia, mais humana!


Muitas vezes abrir mão da eternidade leva-nos inevitavelmente ao sofrimento. Entretanto, é melhor sentir dor, amor, frustração, ternura, decepção , carinho e cumplicidade do que passar uma eternidade sem tê-los.

Hoje decidi fazer algo novo. Decidi ouvir o som abafado do meu susurro e entender que algumas coisas são inexplicáveis e permanecerão para sempre imutáveis.

Meu coração rendeu-se ao silêncio e pude perceber que há muitas coisas que podem, e devem, ser lançadas no mar do esquecimento. Como consequência, essa atitude pode, e deve, mudar definitivamente a história da minha vida.

Olhei-me atentamente pela primeira vez e vi como realmente sou. Olhei-me sem hipocrisia, sem máscaras, sem desculpas, desnudei-me de mim mesma. Meu coração guiou-me a um encontro com a minha humanidade!

Pude perceber que tornar-me humana significa reconhecer que não sou perfeita, que sou passível de erros, que não preciso ter todas as respostas. Percebi que tenho deficiências, áreas de sombras, desejos ocultos... Fraquezas que não podem ser confessadas.

Rasguei-me por dentro ao confrontar-me com minha humanidade. Percebi que viver no contexto da eternidade significa considerar-se infalível, ser cheia de arrogância, achar-se acima do bem e do mal. Ser intolerante, julgar as pessoas por suas falhas... Não ser compassiva, chegar ao extremo na busca da perfeição.

Que preço alto a pagar!

Pois bem, decido pela minha humanidade. Cometerei erros, terei decepções, sofrerei, mas também serei mais tolerante, menos arrogante, mais compreensiva e saberei amar de uma maneira plena, livre de preconceitos.

Essa será minha eterna busca:
Morrer para mim mesma e procurar renascer, a cada dia, mais humana.

terça-feira, 11 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

UMA BORBOLETA SAINDO DO CASULO

É assim que me sinto, agora. O inusitado sempre causa medo. Era por isso que tanta coisa ruim se arrastava... Dentro do casulo, apesar de apertado, havia uma falsa sensação de segurança. Na verdade, isso chama-se acomodação.

Assim como a borboleta, chegou a hora, até passou dela, de tomar a decisão de alçar vôos, viver a vida de forma diferente. Vê-la com outros olhos. Nunca me senti tão livre. Agora sou eu!

Sempre amei borboletas. Acho que no fundo tinha inveja e queria toda aquela liberdade, e apesar de tão delicadas, tão decididas e corajosas em saber bater as asas na hora em que o casulo não mais lhe era o lugar ideal.

Agora vou-me! Voarei sem medo e verei o que a vida me reserva.

Não mais uma lagarta no casulo. Agora, sim, uma borboleta!

sábado, 8 de março de 2008

Perdida neste mundo
Vou seguindo o caminho
Andando de encontro ao desconhecido
Apenas não posso ficar parada
Olhando o tempo passar com suas estações
E pensando nos caminhos que percorri
E que inúmeras vezes morri.
Estou buscando a terra prometida
Escondida por trás de seu olhar
Estou buscando novos horizontes
Silenciados dentro de seu coração.
Longe das turbulências
Percorrendo os jardins como o vento
Livre...tão livre
Ande ao meu lado através dos dias escuros
Pegue em minha mão e mostre
Que ainda há um sol brilhando por trás das densas nuvens
Que ainda há um caminho para ser seguido
As trevas impedem minha visão
Neste quarto escuro tudo parece interminável
Então, abra a janela de minha alma
E invada meus dias como as alvoradas quentes
Tudo que preciso é um lugar para descansar
Lábios para beijar, caminhos a trilhar
Sombras para lembrar que um dia andei entre as trevas
E que o brilho de seus olhos iluminara o percurso
Mas o amanhã é imprevisível
E quando avistamos um caminho
Desejamos seguir com todas as nossas forças
Mesmo que os infernos interiores ainda aqueçam nossas noites
E que as lembranças açoitem nossas almas
Precisamos correr riscos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Não vos assemelheis, pois, a eles;
porque vosso Pai sabe o que vos é necessário,
antes de vós lho pedirdes."

quinta-feira, 6 de março de 2008

"Todas as famílias felizes são iguais.
As infelizes o são cada uma à sua maneira".
Tolstói