quarta-feira, 7 de julho de 2010

20 anos sem ele!

Quando a gente conversa

Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo


É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto


E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo


É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto


Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira


Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

sábado, 3 de julho de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Erros: adoráveis e necessários...


Todos nós erramos. Isto é um fato!

E nem sempre convivemos bem com nossos erros. Todos cometemos erros básicos, erros imperdoáveis. Quem não tem um erro guardado lá no fundo ou nem tão fundo assim, algo que queira apagar da sua vida. Algum erro que queira esquecer que cometeu?

Se você tivesse que se arrepender de algo agora, neste exato momento em que está lendo esse texto, de que seria?? O erro nos coloca numa incômoda posição distante da perfeição.

Segundo os gregos, perfeição é tudo o que está pronto, acabado. Que não precisa de mais nada a ser acrescido nem tirado. Sendo assim, eu particularmente, prefiro ser errante.

A questão é que, se não erramos, não aprendemos a acertar! É isso, o erro, que nos transforma a cada dia. É ele que nos transforma. Se para melhor ou para pior, aí já é outra discussão.

O fato é que o erro nos dá a oportunidade de mudar!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A guerra nossa de cada dia


Em nossa vida, cada dia é um campo de batalha. Nossa casa, nosso ofício... Seja onde for, é o nosso terreno. É lá que avançamos, recuamos, tentamos retirar minas.

Quando você acha que ganhou a batalha e o mundo voltou a ser seguro, aparece a outra mina terrestre.

Algumas guerras nunca acabam, nunca terminam. Outras terminam numa precária trégua. Algumas guerras resultam em vitória total e completa. Algumas guerras terminam com proposta de paz. E ainda há guerras que terminam em esperança.

Mas todas essas guerras não são nada se compararadas à guerra mais assutadora de todas: a guerra que vocâ ainda não lutou.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Saudade é amar um passado que ainda não passou
É recusar um presente que nos machuca
É não ver o futuro que nos convida

terça-feira, 9 de março de 2010

Eu escolhi as rosas!

Eu escolhi as rosas.
E as quero. Muitas. Em todas as cores.
Por que são vibrantes, amarelas, pintadas.
Grandes, miúdas, românticas, vivas.
Por que deixam tudo mais leve e perfumado.
Apesar dos espinhos, do tempo curto, das folhas secas, água amarelada.
Por que encantam a vida.
E a morte também.

Por que representam celebração.
Ao amor.
À beleza.
À vida.

Pequenas delicadezas roubadas pela dureza da vida.
Porque é poesia.
Porque é música.
Porque é poeta.
Porque, Rosa.
 
Extraído do blog mil coisas de um...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Streap tease

Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.


Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua

"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.